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Pragas urbanas aumentam no verão. Saiba quais os riscos à saúde

07 / 01 / 2020





Mosquitos são perigosos porque transmitem doenças como a dengue, já escorpiões causam envenenamento; acúmulo de lixo e água deve ser evitado

Nas estações mais quentes do ano, como o verão, aumentam as pragas urbanas – como mosquitos, baratas, ratos e escorpiões. Elas trazem inúmeros riscos à saúde, mas podem ser afastadas com medidas simples de higiene, segundo o biólogo Claudio Maurício de Souza, do Instituto Vital Brazil.

De acordo com ele, todas as pragas devem ser vistas com preocupação pelos danos que podem causar à saúde, mas algumas se destacam.

“Do ponto de vista epidemiológico, os mosquitos são os mais perigosos porque transmitem doenças como dengue, chikungunya e febre amarela.”

Segundo o biólogo, “dependendo da região do país, pode haver aumento de um grupo de agentes transmissores específico nos meses mais quentes do ano, como acontece no Nordeste e Centro-Oeste”.

O especialista também destaca o aumento de acidentes com aranhas, lagartas, abelhas e escorpiões, que são animais peçonhentos. Este último é o mais perigoso.

“Todos eles são venenosos. Aqui no Brasil, tem o escorpião amarelo que tem o veneno muito tóxico, se reproduz muito rápido e consegue viver dentro das casas”, ressalta o especialista.

Ele alerta para o fato de que crianças, no geral, são mais vulneráveis a doenças causadas por pragas, especialmente ao envenenamento por meio da picada de escorpião, que pode levar à morte.

“Isso acontece porque o sistema imunológico é frágil e por causa da relação entre quantidade de veneno e peso: quanto mais baixo o peso, mais rápido o veneno se distribui pelo corpo”, explica.

Nesse caso, a orientação é procurar socorro imediatamente. “O soro antiescorpiônico deve ser aplicado o mais rápido possível, assim que a criança chega ao hospital”, enfatiza.

Souza também destaca que roedores podem causar leptospirose — infecção aguda transmitida pelo contato com a urina desses animais. Os sintomas são febre, dor de cabeça, muscular e sangramentos. Pode ser fatal se não houver tratamento.

Já baratas e moscas geram doenças bacterianas e podem contaminar alimentos, assim como as formigas.

Acúmulo de lixo e água atrai pragas

Locais com acúmulo de água, lixo, entulho e frestas atraem mais pragas. Entretanto, elas podem estar presentes em todos os lugares.

“As pragas urbanas se especializaram em viver perto do homem, então, áreas de luxo também estão propensas a elas”, esclarece.

Medidas simples de higiene previnem o aparecimento de pragas. “É necessário afastar fontes de alimentos, como restos de comidas e monitorar o que entra e sai das casas”, aconselha Souza.

Quando o biólogo está em trabalho de campo, ele identifica os “4 As”: o meio pelo qual a praga teve acesso à residência, seu abrigo, quais são seus alimentos e sua fonte de água.

“Qualquer fresta dentro de casa pode servir de abrigo para pragas. Elas podem ficar embaixo de móveis, atrás de cortinas e em armários que estão sujos e úmidos”, afirma o especialista.

“Baratas são alimentos para escorpiões, então sempre estão associadas ao aumento deles”, completa.

Procura por dedetização quase triplica no verão

Souza alerta que a dedetização só deve ser feita quando for realmente necessária.

“É só em último caso, o responsável técnico vai indicar a necessidade. Apenas empresas especializadas e com produtos registrados pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] podem realizar”, destaca.

De acordo com pesquisa Tempo Tem, startup que oferece serviços para casas e automóveis, a procura pela dedetização chega a triplicar em janeiro se comparada com os meses de junho ou julho. Em 2018, a diferença foi de 182%.

Bianca Amaral, diretora da empresa, ressalta que fazer a dedetização com profissionais não habilitados pode trazer riscos para as pessoas, os animais e o ambiente.

Segundo ela, o ideal é que a casa esteja limpa e organizada antes de ser dedetizada. Durante a aplicação do inseticida, a casa deve estar vazia para evitar a exposição de pessoas e animais ao produto químico.

“Após a aplicação, é importante que o ambiente seja arejado e esteja seco para a entrada dos moradores. O período [de afastamento] pode variar entre 6 e 8 horas”, explica Bianca.

“Crianças, idosos e animais requerem sempre mais cuidados, por estarem em grupo de sensibilidade maior. Desta forma, recomendamos, se necessário, aumentar o tempo para retornar ao imóvel”, acrescenta.

Baratas, moscas e ratos aumentam no verão. Veja dicas para livrar sua casa de pragas urbanas:

Com as altas temperaturas no Brasil inteiro não tem jeito. É mosquito, pernilongo, barata….O ambiente urbano fica realmente mais suscetível à invasão de pragas urbanas. Vastas redes de esgoto e acúmulo de lixo criam ambientes favoráveis para ratos, baratas e mosquitos.

Além do incômodo (e do nojo, claro!), essas pragas transmitem doenças para os seres humanos e animais, como leptospirose, dengue, chikungunya, zika e desencadear diversas alergias, segundo o biólogo Fernando Bernardini, gerente de desenvolvimento de produto do Centro de Pesquisa e Inovação Bayer. 

Aedes aegypti 

Assim como a maioria dos insetos, o Aedes aegypti aumenta de população com as altas temperaturas. O transmissor da dengue, chikungunya e zika, prefere água limpa, mas também consegue sobreviver à água suja dos centros urbanos e costuma se esconder em folhas, plantas e cortinas.

O mosquito tem comportamento diurno e se alimenta de néctar, mas a fêmea precisa de uma proteína contida no sangue para botar os ovos. Engana-se quem pensa que o mosquito não pica animais de estimação, mas ele prefere os humanos porque têm menos pelos na pele, o que facilita a picada. Apenas os mosquitos infectados com o vírus de alguma dessas doenças conseguem transmiti-las para humanos, explica o biólogo.

O Aedes também coloca os ovos na marca d’água dos recipientes, só esperando o recipiente voltar a encher, já que os ovos aguentam até um ano sem água. Além de evitar criadores de mosquito, a dica de Bernardini é se proteger com repelente, sobretudo nas pessoas que já estão doentes, alerta o especialista.

— Os doentes se tornam reservatórios dos vírus e, como ficam deitados na altura que o mosquito costuma voar, são mais fáceis de serem picados. É por isso que quando uma pessoa é diagnosticada com dengue, por exemplo, é comum pessoas próximas também serem contaminadas

Baratas 

Nos dias mais quentes, as baratas saem das redes de esgoto em busca de comida, água e novos abrigos. O inseto que é um dos mais odiados — principalmente pelas mulheres —, prefere ambientes com temperaturas altas como fogões e fornos industriais de restaurantes. Atualmente, existem mais de 3.000 espécies de baratas no mundo, mas apenas cinco no Brasil. De acordo com o Bernardini, a barata é onívora, ou seja, come tudo de tudo (inclusive baratas mortas), e pode viver por dois anos.

— Para se livrar dessa praga, é necessário manter a casa limpa, não deixar restos de comida espalhados e tampar os ralos da casa. A barata prefere circular pelos cantos para se sentir mais segura, por isso, o ideal na hora de aplicar veneno é colocá-lo na quina das paredes, armários, dobradiças, gavetas etc

Caruncho

Imagine a cena: você compra 15 kg de ração para o seu cachorro e, depois de alguns dias, percebe que o saco está repleto de bichinhos. Alguns cães não consomem mais essa ração e o alimento acaba no lixo. O problema também ocorre em pacotes de macarrão, cereais e grãos em geral.

Bernardini explica que esses insetos são conhecidos como carunchos e, apesar de nojentos, não fazem mal à saúde.

— Às vezes os ovos escapam pelas peneiras das fábricas e vão para dentro dos pacotes. Um mês depois, eclodem e os bichinhos que se alimentam daquilo. Eles não fazem mal à saúde porque não ficam em lugares sujos, apenas nos grãos. Se identificar algum, dá para congelar o pacote, peneirar o inseto e consumir o produto.

Para diminuir a chance de encontrar um caruncho, a recomendação do especialista é armazenar o alimento em potes de vidro. Caso ocorra infestação, ela ficará contida no recipiente, diferentemente do saco plástico que o inseto consegue perfurar.

— O ideal é comprar apenas o que irá consumir naquele mês e evitar fazer estoque de grãos.

Escorpião 

Muito comum nas cidades, o escorpião-amarelo não costuma atacar as pessoas. A maioria dos casos de picadas ocorre por acidente, informa Bernardini.

— Às vezes, a pessoa levanta uma tábua e encontra o escorpião embaixo ou calça algum sapato com ele dentro e leva a picada. Ele apenas se defende quando se sente ameaçado.

A dor da picada do escorpião aumenta de intensidade e pode causar ataque cardíaco. Em pessoas mais sensíveis, como crianças e idosos, o veneno pode ser fatal. Em dezembro de 2016, Manuela Paixão Brito Felix, de três anos brincava com o irmão na porta de casa quando foi picada, em Jacareí (SP). Ela chegou a ser internada no hospital, mas morreu dias depois.

O biólogo esclarece que existe antídoto para o veneno, mas é mais comum tratar apenas os sintomas, já que o corpo consegue eliminar a substância. O escorpião-amarelo e o marrom (também presente nas cidades) têm venenos diferentes, mas os sintomas são parecidos. O aracnídeo só se alimenta de pequenos insetos vivos, como baratas. Ele é bastante encontrado em túmulos devido à grande quantidade de baratas, que se alimentam de cadáveres, e perto de rios e locais úmidos.

Mosca doméstica 

Outra praga que se alimenta de tudo é a mosca, que tem várias espécies. No caso da mosca doméstica, ela pode transmitir doenças por conseguir se mover por dezenas de quilômetros, levando bactérias do cocô do cachorro do vizinho para o seu churrasco, por exemplo. A dica de Bernardini para se livrar das moscas é não deixar migalhas espelhadas pela casa, principalmente na cozinha, fechar lixeiras e evitar acúmulo de entulho.

Percevejo de cama 

Assim que chega em hotéis, você costuma abrir a mala em cima da cama? Saiba que esse costume pode causar uma dor de cabeça. Sem querer, você pode carregar o Bed Bug (percevejo de cama) para sua casa e infestar todos os tecidos do imóvel. Antes restrito a presídios e locais insalubres, o percevejo de cama se espalhou por diversos lugares nas últimas décadas. Agora, ele é comum, principalmente em hotéis de vários países.

Bernardini explica que 70% das infestações ocorrem em camas porque o percevejo gosta de se instalar na costura dos colchões. Quando a pessoa dorme, o inseto percebe o calor do corpo e a respiração e sobe na cama para se alimentar. A picada geralmente não provoca nenhuma doença no ser humano, a não ser coceira, vermelhidão e bolhas.

— É um inseto de difícil controle porque se não tiver alimentação, ele consegue ficar até dois anos em hibernação e tem expectativa de vida de seis anos. Além disso, ele só pode ser exterminado com empresa especializada de dedetização.

A dica do especialista é não colocar a mala em cima da cama antes de analisar o colchão.

— A pessoa tem que levantar o lençol e verificar se há pontinhos pretos na costura do colchão, que são os próprios carunchos e as fezes. Se suspeitar que levou algum para casa, o ideal é lavar todas as roupas com água quente acima de 80º C para matar os ovos.

Pulgas 

Além de causar estresse e coceira aos animais de estimação, as pulgas são ameaça para a saúde de cães e gatos, pois podem transmitir verminose. Ao usar a boca para se coçar, os pets correm o risco de ingerir um desses parasitas e ser contaminado pelo verme Dipylidium caninum, que pode causar diarreia. Por isso, é necessário cuidar não só do animal de estimação, mas também do ambiente em que ele vive. O ideal é aplicar o inseticida em três ciclos de sete dias porque o veneno não mata os ovos. Desta forma, dá-se tempo de as pulgas nascerem e serem mortas, explica o biólogo.

Ratos 

Outras pragas urbanas bastante comuns nos esgotos das cidades são roedoras. O rato, a ratazana e o camundongo roem de tudo, mas comem principalmente restos de comida e ração de animais domésticos, informou Bernardini. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o rato pode transmitir mais de 200 doenças, como a leptospirose, que pode matar.

Os sintomas dessa doença geralmente são febre alta, dor de cabeça, calafrios, dores musculares, vômitos, dor abdominal, diarreia e coceira. Porém, muitas vezes pessoas infectadas não sentem nenhum incômodo. A incidência de leptospirose aumenta no verão por causa das chuvas e, consequentes, enchentes.

O rato transmite a doença por meio da urina, que entra em contato com o humano através da água contaminada. Por isso, a melhor forma de prevenir a doença é evitar entrar em contato com a água de enxurradas. O biólogo recomenda mudança de hábitos para evitar os roedores, além de não jogar lixo ou entulho nos córregos e bueiros.

— Tem que evitar acúmulo de papelão em casa, que podem servir de ninho para os ratos, fechar ralos, evitar acúmulo de lixo dentro de casa. E, quando fazer dedetização, tem que ser coletiva, se não eles fogem para outros lugares.

Via: R7



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